Dorme uma poesia
em mim
que não me deixa cair no sono
e que não desperta
embora se remexa como em pesadelo.
Afago-a com rabiscos
e acaba sossegando.
Devagar
levo-a para repousar no papel
como uma criança
que após adormecer na cama dos pais
é levada nos braços até seu leito...
Egidio M.