Sabe o que é, meu amigo?
É que no meu coração tem um Amor
Que quer ser sentido
Ao custo que for
Que deita duma vez na minha cama
Vestindo um pijama de saudade;
De antigos anseios, ele me inflama
Por pura maldade
Só pra me lembrar da falta
Que me faz o pedaço ausente,
Pra me ver vacilar sobre estrela mais alta
E me tornar cadente.
Mando-o embora e diz que vai ficar mais um pouco
Ou nem dá trela, se faz de mouco
Ai... Se esse Amor me amasse
Partiria logo do meu peito
E não se esqueceria de arrumar o meu leito
Para que um Novo Amor em mim repousasse!
Egidio M.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Um Amor
sábado, 18 de dezembro de 2010
Poema da Idéia
Até escreveria um belo e sôfrego poema de amor
Mas a idéia feito passarinho voou
Como se estivesse com medo
De ser aprisionada numa gaiola de papel...
E foi embora deixando o fel
Do meu peito sem explicação.
Sem preencher o vão
Deixado pelo amor que ainda sinto em vão.
Foi-se a idéia, como diabo foge da cruz
Amedrontada de ficar confinada
Num poema sem luz
Que fale da intocável amada...
Das Mãos macias dela que não me acariciam
Do Olhar profundo dela que na minha alma não mergulha
Do Beijo melífluo dela que o meu sentimento não vasculha
Dos Seios aconchegantes dela que meu toque não anseiam!
Meu Deus, pobre de mim...
E mais pobre ainda dessa idéia que prendi aqui
Que eternamente sofrerá essa dor sem fim!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Saudade
Acho que a pior saudade é aquela que se tem pelo que nunca vai acontecer. E sinto tanta falta de um tal Aquiles...
Egidio M.
A Estrelinha
Vi uma estrelinha tão distante
Que espremi os olhos para ver a pequena,
Seu brilho nada tinha de estonteante,
Estava longe, longe que dava pena;
E achei-a tão bonita... Não sei por quê...
Chamei o mundo todo para ver
a estrela penosa: Irmãs, pai, mãe, amigo, amiga...
Havia no céu mais coisas com que se entreter
Que com uma estrelinha triste e perdida
Se distrair com a lua de brancura desmedida,
Com o formato de bicho da nuvem
Com estrela cadente que passou toda oferecida
Só porque, quando não a esperam, ela vem
O céu inteiro eles escarafuncharam,
Criei verruga no dedo de tanto apontar
Deixaram pra lá, não a encontraram.
Essa estrela estava tão fraca
Que dava a impressão que logo se apagaria
Como um sonho da gente que se acaba
Sem ninguém ligar se existia.
Egidio M.
Egidio M.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
(Poema VII)
Obrigação do Poeta
Sente o vento macio
O sol brando
E ouve o canto branco
do passarinho pueril!
Oh poeta! Não sou eu quem peço
É natureza que suplica teu verso
É o Universo que repousa em mim
Que grita sem Fim:
– Acorda Poeta!
Vai fazer entender
O quanto é bela a dureza de viver!
Egidio M.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
(...)
Deve ser herança Portuguesa:
Velejar minhas mãos nas tuas costas
E Naufragar de Encanto na tua Beleza
Enquanto Tu, sobre mim, te prostras,
Eu mergulho na tua profundeza!
Egidio M.
Velejar minhas mãos nas tuas costas
E Naufragar de Encanto na tua Beleza
Enquanto Tu, sobre mim, te prostras,
Eu mergulho na tua profundeza!
Egidio M.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Poema VI
Fico pasmo de encanto
Ao ver os meus olhos no teu olhar
Como a voz pertence ao canto
Tu és o meu lugar!
Como o poeta é da poesia
Eu sou do teu afago que me inebria!
Como os passarinhos compõem canções para o dia
E a aurora retribui lisonjeada;
Escrevo para ti, Bem-amada, que me irradias
E por tua luz o Meu Amor Cresce a cada alvorada.
E se tu não fosses minha?
Ah... Primeiro terias que imaginar
A voz numa rouquidão eterna,
O poeta sem sonhar
Os passarinhos morando em cavernas
E os meus olhos sem te encontrar!
Egidio M.
Ao ver os meus olhos no teu olhar
Como a voz pertence ao canto
Tu és o meu lugar!
Como o poeta é da poesia
Eu sou do teu afago que me inebria!
Como os passarinhos compõem canções para o dia
E a aurora retribui lisonjeada;
Escrevo para ti, Bem-amada, que me irradias
E por tua luz o Meu Amor Cresce a cada alvorada.
E se tu não fosses minha?
Ah... Primeiro terias que imaginar
A voz numa rouquidão eterna,
O poeta sem sonhar
Os passarinhos morando em cavernas
E os meus olhos sem te encontrar!
Egidio M.
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