Até escreveria um belo e sôfrego poema de amor
Mas a idéia feito passarinho voou
Como se estivesse com medo
De ser aprisionada numa gaiola de papel...
E foi embora deixando o fel
Do meu peito sem explicação.
Sem preencher o vão
Deixado pelo amor que ainda sinto em vão.
Foi-se a idéia, como diabo foge da cruz
Amedrontada de ficar confinada
Num poema sem luz
Que fale da intocável amada...
Das Mãos macias dela que não me acariciam
Do Olhar profundo dela que na minha alma não mergulha
Do Beijo melífluo dela que o meu sentimento não vasculha
Dos Seios aconchegantes dela que meu toque não anseiam!
Meu Deus, pobre de mim...
E mais pobre ainda dessa idéia que prendi aqui
Que eternamente sofrerá essa dor sem fim!
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