Que espremi os olhos para ver a pequena,
Seu brilho nada tinha de estonteante,
Estava longe, longe que dava pena;
E achei-a tão bonita... Não sei por quê...
Chamei o mundo todo para ver
a estrela penosa: Irmãs, pai, mãe, amigo, amiga...
Havia no céu mais coisas com que se entreter
Que com uma estrelinha triste e perdida
Se distrair com a lua de brancura desmedida,
Com o formato de bicho da nuvem
Com estrela cadente que passou toda oferecida
Só porque, quando não a esperam, ela vem
O céu inteiro eles escarafuncharam,
Criei verruga no dedo de tanto apontar
Deixaram pra lá, não a encontraram.
Essa estrela estava tão fraca
Que dava a impressão que logo se apagaria
Como um sonho da gente que se acaba
Sem ninguém ligar se existia.
Egidio M.
Egidio M.
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